sábado, 20 de agosto de 2016

O que acontece quando um psicopata se apaixona
  • Não há razão para se pensar que os psicopatas subliminares teriam dificuldades em seus relacionamentos íntimos. Como observado pela Universidade de Laval (Quebec) em um estudo científico liderado pela psicóloga Claudia Savard em 2015, criminosos em geral suguem um estilo de ´´insegurança ao apego´´ e se evadem das relações porque acham difícil estabelecer relações íntimas com os outros. Indivíduos que se enquadram nos critérios de transtorno de personalidade psicopática – independente de terem cometido crimes ou não – apresentam comportamentos de esquiva ao apego, sendo incapazes de formar relacionamentos íntimos. Desapego emocional e falta de empatia são dois indicadores-chaves do transtorno de personalidade psicopática.
  • Pessoas com alta pontuação de psicopatia podem formar relacionamentos românticos, podem se casar ou estabelecerem um vínculo de comprometimento. Mas o tal relacionamento, no entanto, não pode ser baseado numa intimidade psicológica, no sentido tradicional do termo. Em vez disso, se assemelham ao estilo “Bonnie e Clyde”. Um casal pode iniciar o relacionamento baseado em uma espécie de ponto de vista compartilhado sobre o mundo, em que ambos tentam obter o máximo dos outros quanto for possível. A falta de empatia e a incapacidade de expressar emoções profundas pode conduzi-los, se não para um fim violento, à dissolução com base em padrões cada vez mais destrutivos de interação um com o outro.
  • O fato de que os participantes classificaram-se entre os dois momentos de teste permitiu que a equipe de Savard examinasse o efeito, ao longo do tempo, da influência de um dos parceiros sobre os escores do outro parceiro. Todos os casais eram heterossexuais, e o design do estudo permitiu aos pesquisadores examinar os efeitos do parceiro masculino em sua mulher, e vice-versa. Isso se traduziu na possibilidade de vislumbrar a influência do ator em sua parceira, bem como o inverso: a influência da mulher (agora atriz) sobre o homem (agora o parceiro na análise).
  • Entre uma série de outras conclusões, a análise dos resultados revelou que, independentemente se você for do sexo masculino ou feminino, se a sua personalidade for problemática (ou seja, se você tiver uma classificação alta de psicopatia) a sua capacidade de se relacionar intimamente com a outra pessoa está permanentemente comprometida se você for o parceiro dominante da relação

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