sábado, 20 de agosto de 2016


DEXTER MORGAN – PSICOPATA OU NÃO? A SERIE 

Um psicopata bem sucedido é alguém que se encaixa nos critérios de um psicopata, ou seja, que se dá bem em suas aventuras, tornando-se quase imune e quase incapaz de ser pego. Muito pouco se sabe sobre os sociopatas de verdade, justamente pela árdua tarefa de conseguir pegá-los. Já podemos começar a perceber algumas controvérsias assistindo os últimos episódios da sétima temporada. Desde quando psicopatas se importam com os outros? Demonstram sentimentos? Pensam (emocionalmente falando) antes de agir? 
Michael Hall, que interpreta o personagem Dexter Morgan, o “serial killer” bonzinho de Hollywood, está cada vez mais perto de se deparar com o desfecho da Série de TV que o deixou famoso. Assim como o recente artigo no periódico psychologytoday.com nos fez pensar, alguns fatos recentes que surgiram nas últimas temporadas também instigam questionamentos acerca da veracidade de sua fama enquanto sociopata, psicopata, dissocial, chamem do que quiser…
Tirando o fato de Harry tê-lo ensinado – se é que isto é possível – o tão dito Código e também a interagir convincentemente com outras pessoas, seria mesmo possível equipará-lo a Jack Estripador, Eddie Glen, ou até mesmo ao “maníaco do parque”? As tendências psicopatas de Dexter tornam para ele  as normas sociais algo mais difícil de entender. Ele passa grande parte de sua vida tentando aplicar  as regras de Harry e observando outras pessoas na tentativa de as imitar. Pouco se sabe sobre a infância de Dexter, o que nos impossibilita de traçar um perfil estrutural adequado para seu psiquismo. Viu a mãe morrer, ficou banhado em sangue, matava animaizinhos e tudo mais…
Como essas características podem apenas ser desvendadas no âmago da infância de qualquer sujeito, poderia eu considerar Dexter como uma criança que chega até meu consultório. Seria preciso uma série de longas entrevistas preliminares com seus pais adotivos a fim de tentar entender um pouco mais sobre os enigmas fantasmáticos de nosso personagem, fazer surgir uma demanda de análise e, daí sim, dar margem para uma possível interpretação do caso. Mas como isso não é exatamente possível, nos cabe especular.

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